Rede de Bibliotecas promove debates sobre a formação de leitores na Flip

Na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), as políticas públicas do livro e da leitura e as bibliotecas comunitárias vão estar em evidência, entre os dias 26 e 28 de julho, no ciclo de debates “Sabores do Livro e da Leitura”, promovido pelo Instituto C&A e a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC), em parceria com a Rede LEQT (Leitura e Escrita de Qualidade para Todos).
“É importante estarmos presentes nos principais eventos literários do país para falar sobre as bibliotecas e disseminar suas ações e seu trabalho de incentivo à leitura nas periferias do país”, afirma Rafael Mussolini, integrante da RNBC, que vai participar da mesa de abertura do ciclo, na quinta, 26, às 14h, sobre a pesquisa “Impacto das bibliotecas comunitárias na formação de leitores no Brasil”, na Casa de Cultura de Paraty.
Serão apresentados os primeiros resultados da pesquisa que examinou a realidade pouco conhecida das bibliotecas comunitárias. Também participam do debate a professora Ester Rosa, da Universidade Federal de Pernambuco, a bibliotecária Cida Fernandez, do Centro de Cultura Luiz Freire de Pernambuco e a escritora Dinha Maria Nilda, com mediação de Janine Durand, assessora do Instituto C&A para o Programa Prazer em Ler.
Em seguida, às 15h, acontece o bate-papo “De onde brota a sede”, que discute o enfrentamento da desigualdade de oportunidades de acesso à cultura escrita no Brasil,  com Ana Lima, uma das coordenadoras da Rede LEQT, Renata Costa, secretária-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura e o professor e quadrinista Marcelo D’Salete, com mediação de Patrícia Lacerda, gerente de educação do Instituto C&A.
Na sexta, 27, a programação começa às 10h, na Casa da Música, com uma roda de conversa sobre “Para que ler literatura”, com Noemi Jaffe e Luciana Gerbovic, da Escrevedeira – Centro Cultural Literário, que investiga se a literatura teria ou não uma função. Em seguida, às 11h,acontece o clube de leitura do livro “Zero a Zero”, da escritora Dinha Maria Nilda, obra que tem poemas contra o genocídio da população negra. No período da tarde às 14h, tem um encontro de leitura para refletir sobre o momento político e econômico que o país atravessa, com a participação de José Maria Gomes Neto, bacharel em Filosofia e palestrante do TEDxRIO+20 e Maria Helena Mueller, leitora e moradora da Ilha do Araújo de Paraty.
Já no sábado, 28, às 10h, o diplomata e escritor Alexandre Vidal Porto e o deputado federal Jean Wyllys conversam sobre o livro “O Fim de Eddy”, de Èdouard Louis, um romance autobiográfico que desvela o conservadorismo e o preconceito da sociedade do interior da França. Nessa conversa os participantes debatem a luz da dimensão literária da obra, temas como desigualdades, violências cotidianas e direitos humanos, com mediação de Janine Durand, do Instituto C&A.
Todas as mesas são gratuitas e abertas ao público. Na quinta (26) a programação acontece na Casa de Cultura de Paraty, já no dias 27 e 28, na Casa da Música, anexo da Casa de Cultura.
Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias
Em 2015, acreditando no potencial da construção coletiva é criada a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) com bibliotecas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do país para promover ações de incentivo à leitura, a formação de leitores e à literatura como um direito humano e incidir por políticas públicas do livro e da leitura. A rede tem mais de 110 bibliotecas espalhadas pelos estados do Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Serviço
Ciclo de debates “Sabores do Livro e da Leitura”
Quinta, 26 de julho, das 14h às 17h30
Local: Casa da Cultura de Paraty (Rua Dona Geralda, 157 – Centro Histórico,
Paraty)
Sexta, 27 de julho, das 10h às 15h
Sábado, 28 de julho, daa 10h às 11h
Local: Casa da Música – anexo da Casa da Cultura (Rua Dona Geralda, 282 –
Centro Histórico, Paraty)
Matéria por: Mônica Macabu
(21) 97019-4579

Zé do Povo

Arredio, inquieto, mas um defensor árduo da justiça, Zé do Povo é o que o nome diz. Um cara do povo, que prefere não se expor, mas quer expor todos os problemas da cidade.

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